Roteiro para a
DESCARBONIZAÇÃO
da Indústria dos Plásticos
Roteiro para a
DESCARBONIZAÇÃO
da Indústria dos Plásticos
Mudança de paradigma na sociedade
Com o Acordo de Paris (AP), em 2015, dá-se uma mudança de paradigma na sociedade, com o reconhecimento explícito de que apenas com o contributo de todos é possível ultrapassar o desafio das alterações climáticas e travar o aquecimento global do planeta a apenas 2ºC acima dos níveis pré-industriais.
A luta contra a emergência climática é uma das principais prioridades da Comissão Europeia e o Pacto Ecológico Europeu é o seu ambicioso plano para transformar a Europa no primeiro continente com impacto neutro no clima.
O Pacto Ecológico Europeu inclui políticas fundamentais destinadas a reduzir de forma ambiciosa as emissões de dióxido de carbono, preservar o património natural e a biodiversidade e investir em investigação e inovação de ponta para combater a crise climática.
Na sequência deste compromisso, a Comissão Europeia lançou uma série de estratégias chave destinadas a abordar este desafio em várias frentes, entre as quais, o Pacote Legislativo “Energia Limpa para Todos os Europeus” com o intuito de impulsionar a transição energética para a década de 2021 a 2030, com o objetivo de cumprir o Acordo de Paris e simultaneamente fomentar o crescimento económico e a criação de emprego.
Na sequência deste Pacote legislativo, cada Estado-Membro desenvolveu e apresentou à Comissão Europeia um Plano Nacional Integrado de Energia e Clima (PNEC) para 2030, estabelecendo metas claras em termos de emissões de gases de efeito estufa, energias renováveis, eficiência energética, segurança energética, mercado interno, e investigação e inovação.
Fonte: PNEC
O PNEC desempenha um papel crucial como ferramenta estratégica para a definição das políticas de Portugal rumo à neutralidade carbónica para a próxima década. Este plano será fundamentado nos princípios estabelecidos pelo Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC 2050).
O objetivo principal do RNC 2050 consiste em identificar e explorar as implicações de diferentes caminhos que sejam tecnicamente possíveis, economicamente sustentáveis e socialmente aceitáveis para atingir a neutralidade carbónica da economia portuguesa até 2050.
A transição para uma economia profundamente descarbonizada requer, não apenas competências analíticas e ferramentas adequadas, mas também um amplo envolvimento e cooperação entre todos os agentes sociais, para que juntos possam analisar, discutir opções e definir estratégias de mitigação, além de estabelecer trajetórias de baixo carbono para o futuro económico do país.
Fonte: RNC 2050
Compromisso e alinhamento da Indústria dos Plásticos
O projeto de desenvolvimento do Roteiro para a Descarbonização da Indústria dos Plásticos é uma iniciativa da APIP, aprovada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e está a ser realizada em parceria com a Ernst & Young (EY). Esta iniciativa visa alavancar a descarbonização do setor e promover uma mudança de paradigma na utilização dos recursos, contribuindo para acelerar a transição para uma economia neutra em carbono. Este projeto representa o compromisso e alinhamento da Indústria dos Plásticos com as metas nacionais estabelecidas no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 e com os princípios e objetivos do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), num contexto em que a estabilidade climática é prioridade central das diversas cadeias de valor de produtos e materiais, exigindo um compromisso e esforço efetivo de todos os setores no processo da neutralidade carbónica.
O roteiro pretende, ainda, dar cumprimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, sobretudo ao ODS 13 relativo ao combate às alterações climáticas.
Com o objetivo de contribuir construtivamente e garantir a aderência à realidade das ambições do país em matérias relacionadas com a indústria nacional de plásticos, o Roteiro para a Descarbonização da Indústria dos Plásticos irá:
- Enquadrar os diversos projetos das empresas industriais do setor
- Promover projetos conjuntos com outros setores
- Viabilizar articulações/diálogo com autoridades públicas e decisores políticos para a implementação destes planos/projetos







Associação Portuguesa da Indústria dos Plásticos
A Associação Portuguesa da Indústria dos Plásticos (APIP), é uma entidade sem fins lucrativos, sendo a associação de referência do setor dos plásticos em Portugal.
A APIP está ativamente empenhada em conciliar a preservação do ambiente e a eficiência dos recursos com o desenvolvimento do setor, e assume a economia circular e a sustentabilidade como dois eixos de intervenção estratégica na sua atividade.
Os nossos objetivos
Alavancar a descarbonização da Indústria dos Plásticos e promover a mudança de paradigma no uso de recursos através da capacitação das empresas do setor nesta área, implementando as medidas do PNEC 2030 e contribuindo para acelerar a transição para uma economia climática neutra em carbono.
Facilitar a ligação do RDIP 2050 aos esforços relacionados com a descarbonização e transição energética em curso noutros setores, bem como a criação de sinergias entre iniciativas, numa lógica intra e inter-cluster.
Comunicar e promover uma ampla discussão sobre os cenários/percursos de transição identificados no RDIP 2050 com as partes interessadas relevantes e a sociedade civil.
Promover o diálogo com os decisores políticos e as autoridades nacionais relevantes para a implementação do RDIP 2050, apoiado, entre outros elementos, pela identificação, discussão e trabalho conjunto sobre os requisitos, facilitadores e barreiras/constrangimentos à sua implementação.
Coordenação Projeto
Advisory Board
O RDIP 2050 conta com um Advisory Board, constituído por dois grupos de suporte ao desenvolvimento dos trabalhos – um Comité Estratégico e um Comité Científico.
Este Advisory Board assume uma função orientadora na definição das grandes linhas estratégicas do RDIP 2050, definição de cenários e metodologias de modelação de emissões, e é constituído por personalidades reconhecidas pelas suas competências técnicas e experiência profissional em domínios críticos para o desenvolvimento do roteiro.
Comité Científico
Os membros deste comité participam de forma voluntária e em regime pro-bono
Comité Estratégico
Os membros deste comité participam de forma voluntária e em regime pro-bono